Blogando com Alma... Ainda.

Todas as Generalizações São Idiotas, e Todas as Generalizações Têm Exceções

Vejamos. Ontem eu publiquei o post Xeque-Mate, Blogosfera.

O meu amigo Manoel Netto me criticou porque eu generalizei – e ele tem razão. A blogosfera é uma coisa muito grande, heterogênea. É muita gente. Nós já falamos no passado sobre essa mesma generalização, e eu concordo com ele.

Então, porque o post “generalizativo”?

Quebra Cabeças Ao Vento

Generalizando a Generalização

Generalizei porque a porcaria está generalizada. Mais do que parece, mais do que seria recomendável.

Eu realmente acho que grande parte da blogosfera se encaixa naquilo que eu disse. Porque eu não estava falando só de quem tá no negócio de ganhar dinheiro com blogs. A repetição, as fórmulas, a mesmice, o esculacho e o desbunde não se resumem só à nossa umbigosfera – o círculo com o qual convivemos diariamente.

Quantos blogs existem, que escapam realmente a esses vícios? 10? 50? 100? 1000? Que porcentagem da blogosfera eles representam?

A Realidade Fura os Olhos.

Quebra Cabeças Ao VentoSim, tem coisa bacana por aí. Sim, temos iniciativas interessantes, projetos frutíferos, blogs inteligentes.

Mas não adianta enfiar a cabeça na areia e fazer de conta que essas coisas são preponderantes, são a regra, a maioria – não são, nem por sombra.

Isto (e o post anterior) é uma crítica, sim. Com uma boa dose de auto-crítica pra acompanhar. Mas não é reclamação, mimimi, desejo de polemizar.

O que me leva a escrever, é que eu vejo um cenário sujo, embarrado, contaminado pelas mesmas falhas e vícios que teimam em acompanhar o serumano onde quer que ele vá. E por mais que eu olhe, analise, não vejo um cenário futuro diferente do que temos agora.

E me pergunto: Existe saída possível? Como?

Escrevo porque tenho perguntas. Não tenho respostas, não tenho a verdade revelada.

A César o Que é de César

Quebra Cabeças Ao Vento

E veja bem: não desconsidero tudo o que já foi conquistado pelos blogs, pela blogosfera, por nozes.

Acontece que os blogs (como grupo generalizado, mesmo) têm tanto potencial, tantas possibilidades de ser uma coisa nova pra valer, uma coisa importante deveras, que me entristece ver tanto desperdício.

Eu quisera acreditar que a blogosfera como um todo, ou pelo menos a maior parte dela, vai amadurecer, crescer, inovar, construir. Mas isso hoje, tem cheiro de utopia.

Então eu escrevo. Compartilho minhas críticas, minhas perguntas, minha visão. Quem sabe a gente acha o caminho juntos. Quem sabe você me mostra que eu estou enganada. (Ah, como eu gostaria de estar enganada em certas coisas.)

Agora, com vocês a palavra.


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Nospheratt, pensando na vida

Nospheratt

Quando eu cheguei (2006 - primeira era jurássica da Efigênia), isso aqui tudo ainda era mato.

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6 Comments

  1. A blogosfera é muito jovem, a cultura da Internet é muito jovem, daí os problemas, porém, é maralvihoso ver tanta gente tentando se expressar.

    Pode ser que a grande maioria dos blogs sejam só uma terapia de gente tentando se comunicar (inclusive o meu), o qual, já é algo muito bom, no entanto, cada dia surgem pérolas incríveis. Na verdade, não há mediocridade na rede, há gente em diferentes estágios de aprendizado e compreensão do que é a Web.

    Nessa perspectiva, a repetição da informação é um estagio, contribui a reforçar e propagar as mensagens mais interessantes (e é um aprendizado de pesquisa), claro que se o blogger persiste, ele logo percebe que tem que criar conteúdo (ser criativo) além de só repetir ou comentar outros posts para se tornar interessante.

    A informação tem a sua própria dinâmica na rede, as vezes parece ter vida própria, eu a denomino Netmind.

    Pessoalmente penso que, como você mesmo diz, há muita vaidade na blogosfera, que falta mais interacção entre os bloggers, porém, todo isso deve ser só uma fase, a fase inicial, exploratória, de algo muito mais amplo, que é a criação de uma cultura virtual universal, com dinâmicas que só estamos começando a compreender.

    Um abraço e parabens pelo teu blog

  2. confesso que ha uma mesmice por aí.
    mas por outro lado, todos os dias nascem blogs. Então a idéia é procurar por novidades sempre.
    Eu acho o cardoso muito repetitivo por exemplo, então eu procuro por outros, outro que pode fazer melhor, que apresente uma proposta melhor.
    Acredite, todos os dias encontro pessoas com boas novidades, com bons textos, com história pra contar;
    meu chefe fala, temos sempre opções:
    A 1ª é fazer você mesma.
    A 2ª ir a procura;

  3. O primeiro passo é a gente para de pensar de maneira analítica e matemática. Tem blogs bons? Tem blogs inteligentes? Tem blogs criativos? Então dane-se se eles são 46,3% ou apenas 2,5% da blogosfera.

    Se eles se sobressaem temos que valorizá-los e pronto. Esse é o primeiro amadurecimento. Saber separar o joio do trigo é regra básica. E saber revirar o joio para ver se tem algum trigo perdido lá no meio é o segundo passo.

    Entendo seu posicionamento e o apoio, mas também digo a você que há sim uma solução, e ela começa por nós que já conseguimos ter essa visão mais crítica da situação.

    =P

  4. Mode Pasquale On
    Não seria exceÇÕES?
    Mode Pasquale Off

  5. “A César o Que é de César”, obrigado pela citação 🙂
    Quanto a generalizar, tem hora e dependendo do tema abordado fica difícil, a não ser que se coloque um (sem generalizar) no meio da frase, eu procuro colocar…

  6. Miguel: Eu sinceramente espero que você tenha razão – embora me seja difícil acreditar nesse madurecimento futuro. Obrigada. 🙂

    Iara: Eu estou tentando fazer (sem muito sucesso até agora) e estou procurando. Tomara que alguma das duas coisas dê resultado.

    Fábio: Será? Eu acho que se somente 2.5% da blogosfera é interessante, relevante, então estamos ferrados.

    Concordo em que a solução começa por nós, mas tão somente se nós fizermos alguma coisa. E não vejo que estejamos fazendo muito.

    Daniel: Tem razão, já arrumei. Obrigada pela correção! 🙂

    Evandro: Ahahahahahaahah 😀

    O caso é que eu queria generalizar. É difícil sem dúvida, mas era isso mesmo.

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