Uma ferramenta de produtividade e organização que todo mundo conhece e muita gente usa é a “lista de tarefas”, “lista de pendências” ou “to-do list”.
Eu uso. Testei diferentes métodos ao longo do tempo, e o que funciona melhor pra mim é ter no meu wiki listas-mestras (divididas em áreas como “Blogs”, “Casa” e coisas assim) com toooooooodas as coisas que preciso/quero fazer, e ir pinçando coisas dessas listas para minha listinha de “Hoje”.
Nessa lista eu coloco as 3 coisas mais importantes (conceito baseado nas Tarefas Mais Importantes do ZTD) que quero fazer hoje. Se faço essas três coisas, me dou por mais que satisfeita.
Mas a conversa hoje não é sobre isso. É sobre exatamente o contrário: uma lista de coisas para não fazer, ou “not-to-do list“.

Lista Do Que Não Fazer?!
Vi a idéia neste post: Attention Splatter: The Top Ten Cleaning Solutions. A autora menciona de passagem: “Crie uma lista do que não fazer. Mantenha a lista perto do seu escritório. Assegure-se de que “Se preocupar” é um dos itens.”
Fiquei pensando. Saber o que não fazer é tão importante quanto saber o que fazer. Permite que você mantenha seu foco no que importa, e não desperdice energia e tempo no que não interessa.
Além disso, a preguiça leva vantagem em tudo, como eu disse dia desses pra Lu Monte.
Não Fazer é (Aparentemente) Mais Fácil do Que Fazer
Por isso a lista do que não fazer me pareceu interessante. E decidi fazer uma experiência.
Além de listar as coisas que quero/preciso fazer cada dia, vou incluir na lista de “Hoje” uma seção de “não fazer”.
Sabemos que tentar eliminar ou mudar hábitos é uma coisa complexa, que leva tempo. E que uma das melhores forma de conseguir isso é pensar só no dia de hoje – você sabe, “não vou beber hoje”. “Não vou comer besteiras hoje”. Hoje.
(Se não sabia, agora sabe. Um dia de cada vez. O que importa é o que você vai fazer HOJE, não o que fez ontem ou o que vai fazer amanhã.)
Então, vou incluir na minha not-to-do list o que eu não vou fazer HOJE. Por exemplo:
Lista do que NÃO fazer hoje:
- Checar as estatísticas.
- Olhar o email 567 vezes.
- Twittar enquanto estou trabalhando.
- Entrar em pânico.
Uma Questão Psicológica
Eu tenho a sensação de que uma lista de coisas que não precisamos fazer é de certa forma liberadora. É mais fácil não fazer, do que fazer.
“Fazer” implica em esforço. Uma ação é necessária. “Não fazer” não tem essas implicações psicológicas, embora muitas vezes o não fazer requeira mais esforço do que o fazer.
Podemos usar nossa psicologia a nosso favor. Eu faço isso o tempo todo – procuro formas de facilitar psicologicamente minha vida, e garanto que funciona. Muito.
É muito mais fácil ir pela vida quando nossas emoções remam junto com a gente, do que ir a vida toda lutando contra elas e remando em direções opostas.
De modos que verei se consigo transformar a preguiça em minha aliada, usando uma lista do que não preciso fazer.
O que você acha? Será que funciona? O que você colocaria na sua “not-to-do list”?
Image: Ricky Flores – CC











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