Blogando com Alma... Ainda.

Mídia Social, Mentiras e Publicidade

Você pode ler como esta história começou lá na Joaninha – Mídia Social Não é Santa, Não – e um caso relacionado no Cabianca – Cenas de “vida real” nas mídias digitais e sociais. Bah, pode não, deve; pois eu não vou explicar aqui tudo de novo.

Mídia Social, Mentiras e PublicidadeSó pra resumir a ópera:

Algumas (várias?) empresas estão mentindo, manipulando e enganando as pessoas, através das mídias sociais, para publicitar seus produtos e/ou serviços.

Ugh, dito assim fica horrendo, né? Pois é isso aí mesmo.

Você pode enfeitar como queira, mas o negócio é esse mesmo.

Agora, além do “jabá disfarçado” (post patrocinado sem disclosure) temos profiles fake no Orkut, virais fabricados e sabe-se mais lá o quê.

Canibalismo e Tiro no Pé – A Desconfiança Aumenta

E o grande problema está no “sabe-se mais lá o quê”. O canibalismo dos que fazem post patrocinado e não dizem que estão sendo pagos para falar sobre o produto/serviço, já prejudica tanto quem revela que está escrevendo post patrocinado, quanto quem escreve sobre produtos/serviços de graça, por pura e espontânea vontade.

A desconfiança só faz aumentar – se tem gente fazendo perfil falso no Orkut, só pra falar bem do seu cliente, fazendo-se passar por consumidor isento e honesto… Em que vamos acreditar? Como discriminar o que é legítimo e o que não é?

O que essas empresas BURRAS não vêem é que estão se dando tiros no pé, na perna, na cabeça. Se as coisas continuam assim, dentro de um ano ninguém vai acreditar em porra nenhuma, seja legítimo ou não. Todo e qualquer comentário sobre produtos e serviços será descartado com um gesto de desdém. Acaba-se o viral, acaba-se o poder da mídia social, acaba-se um monte de coisas.

Viral? Só Se For Espontâneo

Mídia Social, Mentiras e PublicidadeO conceito de “viral” já foi distorcido.

As empresas acham que basta chutar uma pedra para fabricar um viral.

Tentam empurrar as coisas goela abaixo.

Fazem um videozinho de m*rda e acham que tá feito o viral.

Procuram blogs e dão pauta feita, esperando que seja publicada de graça, acenando com uma promessa de “futura possível parceria”.

A novidade? Criam profiles falsos no Orkut.

Essas empresas entenderam tudo errado. Criar uma situação, com um objetivo definido (no caso, que o viral se espalhe, ou fortalecer a imagem da empresa) não significa mentir.

Esconder coisas é perigoso – principalmente se for para mentir. Se as empresas envolvidas no escândalo do Orkut, em vez de fazer essa idiotice de profiles fake, tivessem colocado lá pessoas que se apresentassem como funcionários da empresa, que estão lá para ouvir o cliente e atender suas reclamações, o efeito teria sido positivo. Muito positivo.

Quem não acharia bacana uma empresa que corre atrás do cliente, que quer ouvir o que ele tem a dizer e melhorar seu serviço em base à isso?

Mentir é Sinal de Incompetência

É simples: se seu produto é bacana, seu serviço é bom, não precisa de manipulação ou mentira, só de um bom “package” de marketing. Um marketing que seja interessante, chame a atenção. E para isso, não é necessário mentir.

Onde está o erro? Em querer fabricar uma coisa que é espontânea, e que se não for espontânea não tem valor. O que as empresas estão tentando fazer, é fabricar boca a boca, é fabricar viral. E isso NÃO FUNCIONA!

Mídia Social, Mentiras e PublicidadeO que funciona é apresentar uma coisa bacana, que gere boca a boca. Que vire viral porque todo mundo quer falar disso, quer mostrar aos amigos, quer dividir nas redes sociais.

Porra, é simples: faça uma coisa bacana, e depois mostre a coisa bacana que você fez. Se for bacana mesmo, haverá interesse natural.

Se você quer que eu fale de seu produto, me mostre um produto bacana, ou uma campanha bacana. Não me mostre uma m*rda, e peça ou pretenda que eu endosse isso.

Se o produto ou a campanha é bacana, interessante, não haverá necessidade de manipulação nem de mentira. Se você fosse tentar vender seu produto ou serviço para uma pessoa pessoalmente, você não mentiria, disfarçaria ou omitiria o fato de que você é dono do negócio, não?

Correndo Atrás do Sonho Fake

Parece que as empresas não pensam assim. Veja o caso do Seda e o blog “Correndo atrás do sonho“, citado pelo Cabianca. Aposto que é fake. Porquê? (E tem mais indícios, mas não vou listar tudo aqui.)

1 – O estilo de escrita não é o comum para meninas de 15 anos que escrevem o 1º blog. Nem o jeito como o blog é escrito, as coisas que trata e tals. Ela não fala dela mesma. Não dá sobrenome, nem escreve sobre nada que não esteja relacionado com a campanha.

2 – A foto do 1º post parece que foi tirada em um estúdio de gravação.

3 – Não é possível inserir seu website ou blog nos comentários.

4 – Ela diz que não está usando MSN porque está “cheio de vírus”, que prefere “Orkut e email”. Mas que não responde os scraps por falta de tempo (?!) e por último, que não consegue acessar o Orkut porque… ela não sabe porquê.

5 – Vejam isto, retirado do post mais recente do blog:

Minha querida irmã fez o favor de usar meu Seda Teens e ainda deixar aberto. Vazou tudo no chão do box. Ficou tudo lambuzado e eu ainda perdi meu shampoo. Oh raiva!

Oh raiva! Meu Seda Teens! Que menina de 15 anos escreve uma coisa assim?? Fake, fake, fake.

Não Me Trate Como Imbecil

Mídia Social, Mentiras e PublicidadeNinguém gosta de ser enganado, de ser feito de trouxa, tomado por tapado. Muito menos por uma empresa, com intuito comercial. Já esta na hora de que as empresas de publicidade desistam dessas táticas excusas.

Está na hora de botar as caraminholas pra funcionar e criar produtos e campanhas originais, inteligentes, interessantes, que chamem a atenção por mérito, não por manipulação.

Não adianta mais querer controlar a reação do público, controlar o que é dito e como é dito. O que se deve fazer, é CONVERSAR. Escutar, entender, perguntar, falar, ouvir o feedback do cliente. E não do cliente-empresa-que-contratou-publicidade, mas do cliente do cliente, do cliente que é alvo da campanha.

O assunto todo está muito bem resumido assim:

Instead of top down communications and focusing on the influence and control of messages and perception, we’re learning that those influential groups of people are now our peers and therefore require respect, honesty, and support in order for us to earn their trust – and hopefully their business and enthusiasm along the way.

Will The Real Social Media Expert Please Stand Up?

O texto é enorme e excelente. Super recomendado para quem se interessa pelo assunto.

A Hora da Verdade

Repito: a era de manipular, controlar, mentir e enganar, acabou. As pessoas já perceberam essas estratégias, e estão cada vez mais desconfiadas. Os blogs estão aí, metendo a boca no trombone. As empresas de publicidade (e os blogueiros) que perceberem isso e se adaptarem, adotando novas e honestas estratégias, sairão na frente.

Quem continuar mentindo e enganando, será chamado na responsabilidade, verá a vergonha de suas ações ser jogada na sua cara. Fracassará, mais dia, menos dia.

Você pode duvidar. Mas depois não diga que eu não avisei.

Nospheratt, pensando na vida

Nospheratt

Quando eu cheguei (2006 - primeira era jurássica da Efigênia), isso aqui tudo ainda era mato.

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31 Comments

  1. O tal “mais dia, menos dia” tem a ver com o volume e aquele velho problema do viés de baixa brasileiro = educação+cidadania (ou seria uma conta de subtrair?). Hoje somos +/- 5% da população leitora de blogs, +/-15% na Internet. Nos EUA isso vai a 22% leitora de blogs, 80% conectada. Mesmo assim, naquelas terras tentam comprar ou fabricar a memética também. Só q as coisas são descobertas em poucos dias. Vide Wikipedia x caso Jason Blair. Ou o caso Wal Mart / Edelman.

    Qto mais gente no ambiente, maior a possibilidade de bons vigilantes aparecerem.

    Não estou defendendo q “o povo” vigia. Não é uma visão meiaoito das coisas. É mais uma questão de qualidade na quantidade == tanto em gente, quanto em informação.

  2. A primeira vez que li um alerta de indícios desse tipo de prática foi no Blog do livro Blog Corporativo ( Blog do Carrefour Brasil ) ele colocou o blog do Carrefour, que eu lembrei porque quando fui lá ver tinha esta mesma questão de não poder inserir nossos links.

  3. Fico ainda mais indignada com esse assunto por ser estudante de publicidade.
    É realmente falta de ética, fora que como você disse o tiro é dado no pé. Ou será que eles subestimam tanto a inteligência do internauta-consumidor a ponto de acreditar que ninguém vai perceber a manipulação??

  4. Também acho chato quando usam perfis fakes para se promover, estranhei quando soube que a Marvel tinha criado um perfil no Myspace para divulgar sua nova série “secret invasion”.
    Chega até a tirar a pouca confiança que a gente ainda tem nesses sites de relacionamento.

  5. Fakes foi a pior coisa que já resolveram inventar. Você vê que tal coisa é um fake discarado mas não há o que fazer, a não ser nunca mais visitar aquele lugar e perder a credibilidade que tinha depositado na marca.
    É uma pena que a grande maioria dos usuários comuns da internet demorem, ou até nunca reconheçam um fake, e espalham a ‘notícia’ falsa.

    Eu acho que o problema pior, é a adesão dos posts patrocinados por blogueiros. Os blogs ainda estão conquistando espaço, e quando alguns fazem esses posts, joga no lixo toda a credibilidade que um usuário depositou na nova mídia.
    Eu até fiz um post na semana passada falando disso.

    Pode crer que não é só você que pensa assim, pois concordo em gênero, número e grau:
    Manipular, controlar, mentir e enganar? Chega

    Abraços Nosp

  6. coisas assim me fazem repensar a idéia de colocar anuncios no Prove Isso e/ou correr atrás de conseguir posts patrocinados… =

    aiai… isso me lembra que preciso me acertar logo aqui em brasília, conseguir minha internet e ir pro meu apezinho pra poder voltar a dar atenção pro site. “roubando” a internet da casa dos meus tios fica tudo tão lerdo que não dá nem pra pesquisar coisas direito! sem contar as correrias de trampo novo + ape novo + aulas de moto…. *ufa*

    rs.. beijos kerida!

  7. O mais engraçado é o comentário pedir cidade e estado, coisa que nunca vi, hehe…

    Outro furo, não tem comentário miguxo e/ou sem noção.

    O texto parece escrito por uma 30ona que não tem a menor idéia de como uma guria de 15 escreve.

    No mais, mesmo que não fosse fake, seria uma bela b*sta.

    O que as agências de publicidade brasileiras precisam é de gente que pensa e com contato íntimo com a internet. Colocar gente que pensa que tudo se resume a IE, MSN e Orkut só dá nisso.

  8. Complicado isso. Quase aceitei um post patrocinado onde a empresa iria mandar o texto e eu só alterar um pouco. Mas parei para pensar um pouco e não aceitei. Foi meio deslumbramento porque seria meu primeiro post patrocinado.

  9. A mídia sempre manipulou a população, mas criar “fakes” na internet para divulgação é o cúmulo do rídiculo!
    Mas uma coisa é certa: não vai adiantar nada uma empresa fazer divulgação falsa e o consumidor comprar e ficar insatisfeito, ou ainda, ficar sabendo de tal falsidade. Com certeza a empresa perderá credibilidade.

  10. Quando comento algum produto no meu blog, faço questão de deixar claro que não há patrocínio e que a opinião exposta é minha. Não tenho nada contra os posts patrocinados ou monetização, mas ética é fundamental. Quando você indica algo aos leitores, você coloca sua cara a tapa. Acho que a integridade de quem escreve não tem preço, ou pelo menos não devia ter.

  11. Nosphie!
    A fervura nem levantou de novo. Fica um gosto de “acharam o nosso refúgio”, “o paraíso se perdeu”. Na mesma hora lembro que a rede se refaz, se refaz e se refaz. Internautas experientes sentem o cheiro da falsidade, enquanto os novinhos ainda caem no conto do vigário dos e-mails falsos com rubrica de empresa… Rede. Não é o paraíso, nem o melhor lugar do mundo. Este espelho do mundo já está em processo de poluição. Arght. Detesto sujeira o mesmo tanto que gosto de fumar (ou tomar chimarrão e café). Por cima de tudo fica a evidência: quem sabe fazer, faz e ganha. E vencerá quem tem mais amigos no orkut? ou quem tem a melhor mensagem? Todas têm o seu espaço. Só não queria estar na pele de quem vincula a sua marca (este bem precioso) à falsidade. É pior que pegar marido com o melhor amigo na cama.

  12. Nosphie, é por estas e “ostras” que todos poderão estar perdendo um excelente canal de comunicação.

    Mas sou brasileiro, não desisto nunca e brigo feio pelo bem comum…

    Muito bom seu “manifesto”, acho que posso chamá-lo assim né?

    Gde beijo

  13. Seria legal se criassem uma “lista negra” colaborativa, uma lista de links para falsos virais e falsos perfis em redes sociais.

  14. Fabríci0

    Sobre correndo atrás… O domínio está registrado em nome de:
    Editora Abril S.A.

    🙂

  15. MPolten

    Nospherat, adoro quando você “desce o sarrafo”. Tem mesmo é que denunciar. Agora acho que isto só não basta. Quase todas as empresas, inclusive a Seda, têm um SAC – Serviço de Atend. Consumidor. O que eu “gosto” muito de fazer em situações assim é fazer contato e reclamar muiiiitoooo. Pra encher o saco mesmo. Eles juram pela alma da santa mãezinha que é mentira, mas eu não perco a chance de deixar claro, que aqui deste lado não tem palhaço…
    Parabéns

  16. Excelente post, fruto de uma boa pesquisa constatando o que realmente acontece. Há muitas pessoas enriquecendo na internet, com a ajuda de alguns incautos.

  17. O discurso é válido, mas também seria bom admitir que a praga do post pago, mesmo com disclosure, também é ruim. Só os blogueiros adeptos dessa prática ainda não perceberam isso (enquanto a segunda bolha não estoura).

    Quem me garante que o carinha que está escrevendo um post pago, ainda que admitindo isso em seu blog, não está elogiando o produto ou serviço somente para dar continuidade ao negócio com a empresa que o procurou? Não há garantias quanto a isso.

    Post pago é uma praga, e só blogueiros que estão mergulhados nisso até o pescoço não concordam. Já é hora de aparecer alguém fazendo o dumping na blogosfera, escrevendo sobre um produto ou serviço cobrando uma mixaria (algo em torno de R$ 30, o suficiente para ele registrar um domínio “com.br”) ou simplesmente não cobrando e deixando isso claro para a agência/empresa.

    Com isso, em vez de pagar 2 ou 3 mil a um blogueiro, podem conseguir o mesmo resultado por bem menos, ou praticamente nada, se o blogueiro for um fã da marca. Fazendo isso, de uma hora para outra a gorjeta da galera vai pro brejo.

  18. Pura verdade.

    Esse pessoal acha que todos são débeis mentais e não vão analisar o que está sendo exposto. Basta uma rápida comparação dos textos dos artigos para os dos comentários e se percebe que, quem escreve, não é a tal garota.

    Acho que as empresas de publicidade não levaram ainda “a sério” o marketing na rede e nem sabem como usá-lo. Essas iniciativas, além de puerís, ainda contribuirão (como você bem disse) para a desmoralização do meio a longo prazo.

    Seriedade e transparência são tudo para a propaganda. Como diziam os “antigos”: “Tem que ter honestidade até para ser p*ta”.

    Um abraço e mais um belo texto.

  19. Oto

    Ótimo artigo! Lembrei duma parada do Guaraná Antarctica que rolou há algum tempo, com vídeos duma empresa internacional e tals.. Muita gente entrou naquela onda… Tudo fake!

  20. Um dos blogs que Alessandro Martins me aconselhou a ler sempre quando, fiz um blog foi o seu. Este texto é muito bom. Adorei e agora assino o Blosque pra ler logo que começo o dia.
    Obrigada.

  21. Eu não sei o porque eles fazem isto já que não querem ser reconhecidos porque ficar famoso?

  22. Que louco tudo isso!!
    Concordo com vc, se o produto e/ou a campanha são bons não precisa dessa mentirada toda.Ah…e sobre o blog correndo atras do sonho,nem imaginava, na verdade eu não conhecia o blog,vi algumas propagandas na mtv falando da menina que queria o nxzero no aniversario e tava tentando conseguir e que a seda e a capricho tavam apoiando,mas vendo o blog da pra desconfiar da veracidade que eles tentam nos passar.Que feio isso!

  23. Gilberto: Concordo. Quanto mais gente, mais olhos – mas temos que tratar de estar alertas, e fazer correr a voz.

    Luciana: Onde há fumaça, há fogo, né? 🙂

    Rô: Acredito que subestimam sim. E ainda acham que podem controlar não só o que é visto e percebido, mas o que é dito.

    Roberto: Não sabia desse caso. O problema é quando escondem o fatod e que o perfil é fake. Se criam um perfil fake abertamente, um personagem, é uma coisa. Mas esconder isso é mentir.

    Felipe Xavier: Podemos fazer mais: podemos falar, contar, ensinar. Somos blogueiros, não é? 😉

    Eu não acho que o problema seja o post patrocinado em si, mas escrever post patrocinado fazedno de conta que não foi pago. A mentira sempre é um péssimo caminho; e acaba com a confiança, como você bem disse.

    Jonny C: O que você tem que pensar é na ética e na tranparência. Não podemos colocar tudo no mesmo balaio.

    Beijos!

    Noronha: Cidade e estado… perfil de consumidor, alguém? 😛

    E concordo plenamente com você em todo o resto.

    Ewaldy: Acho que você fez bem. Receber para escrever é uma coisa, ser pago para fazer papel de papagaio é outra. Não é? 🙂

    Moorpheuss: É ridículo mesmo, mas infelizmente ainda veremos muito disso por aí. Com certeza!

    Ronaldo: Realmente, não deveria ter. aqcho sua postura corretíssima. Sem ética, o que somos?

    Lucia: Pois é. Vamos ver onde essa história toda vai dar… Torcendo pra que se estrepem! 😉

    Ricardo: Eu também não desisto, e mais gente também não desiste. Por isso é que ainda temos possibilidade de salvação! 🙂

    Ahahahahaha Pode chamar do que quiser, eu me manifesto sobre tudo mesmo, ahahahaha! 😀

    Beijo!

    Johnny Rox: Talvez fosse útil, mas quem se encarregaria disso, e arcaria com possíveis consequências? Com a encheção de saco? Não é tão simples, né…

    Fabricio: Pois é. E as datas também dizem muito sobre o assunto.

    MPolten: 😀 Muito obrigada! Eu não tenho saco nem tempo pra fazer isso, mas você conta com todo meu apoio espiritual! 😀

    Jackson: Obrigada! É verdade. Eu acredito que cabe a nós, os blogueiros, mostrar as coisas como são. Nem todo mundo vai nos ouvir, mas com o tempo a gente vai atingindo mais pessoas.

    Alexandre: Eu não estou “metida ate o pescoço” em posts pagos. Só fiz um, e foi só para divulgar uma pesquisa. No entanto, não acho que posts patrocinados são praga. Praga é a falta de ética, de honestidade, de vergonha na cara.

    Que diferença há entre um blog que faz posts patrocinados, avisando que são pagos, e jornais e revistas que têm publicidade? Nenhuma, né?

    Não entendi a sua sugestão. O que parece é que você quer que “a gorjeta da galera” vá pra o brejo. Se estou certa, e você quer isso, porque você mesmo nao o faz? Parece simples.

    Arthurius: Concordo. Não levam a sério, nem sabem usar. O que me preocupa é se esses idiotas vão nos arrastar para o buraco, onde fatalmente vão cair.

    Obrigada! 🙂

    Oto: Exemplos não faltam, e isso é uma bela m*rda. E muita gente vai continuar entrando! :S

    Anny: Obrigada a você, por ler e comentar! 🙂

    Marciel:
    O que não querem é que as pessoas saibam que essas coisas foram criadas pela empresa, e não por pessoas comuns com opiniões de verdade.

    Monique: Muito feio mesmo! Dá raiva ser tratado como idiota, não dá?

  24. isso é verdade… mas agora, o que eu precisava mesmo era de outro blogcamp, pra ter várias trocas de links e eu recuperar os assinantes que tinha ganho – e perdi por problemas nos meus RSS ¬¬ agora aprendi e uso o feedburner rs…

    beijos querida! bom te ver por aqui de novo =D

  25. Olá de novo!! Bom, o que posso dizer… essa é uma prática muito comum, já existe a muito tempo. A midia sempre se valeu de pessoas ou instituições que atigem um publico enorme para promover seus produtos, sejam eles bons ou não.

    Um exemplo disso é a “nossa melhor” formadora de opiniões, a TV. Infelizmente um meio de comunicação e entretenimento e diversão tão fantástico mas, que em sua totalidade é usado para controle das massas.

    Uso a TV como exemplo porque basta que um programa esteja em evidência, ou até mesmo um ator, para que este se torne alvo das companhias de publicidade para promoção de marcas.

    Como você disse, quando alguém, remuneradamente ou não, faz uso de sua imagem para divulgação de algum produto deveria existir pelo menos alguma responsabilidade da parte deste sobre o produto ou marca em questão, mas o único vinculo que tal pessoa tem com a marca que divulga é o seu cachê.

    O mesmo que acontece com os artistas na tv, rádios e outras mídias é o que agora atinge os blogs.

    Se o seu blog fizer sucesso, atingir “X” visitas Dia, com certeza aparecerá uma “boa” proposta de “aluguel” do seu espaço.

    Acreditar que está surgindo uma conciência por parte de quem lê ou assiste… bom, duvido um pouco… devido a questões culturais, a grande maioria sem duvida, apenas segue atônita sem questionar, e muitas vezes deslumbrada com as novas tendências.

  26. Ops… acho que nem foi um comentário esse meu ultimo… Aff.. prometo tentar resumir da próxima vez! 🙂

    Mas, por se tratar de assunto tão abrangente, não me contive… quando vi já tinha ido!!

    Ótimo Post!!

  27. Gostei desse post, mas me chamou a atenção essa frase: “Desconfiança só faz aumentar – se tem gente fazendo perfil falso no Orkut, só pra falar bem do seu cliente, fazendo-se passar por consumidor isento e honesto…”

    Mesmo que eu acreditasse em honestidade nos consumidores em geral, e não acredito, mesmo assim seria complicado acreditar em isenção. As duas não andam juntas. A isenção é insôssa: mesmo a isenção de uma pessoa honesta, se ela existe, é também sem sabor.

    A crença (filosofia) dessas épocas é de que tudo é relativo, cada um tem direito a sua opinião: então nada é isento. Se nada é isento, como vamos descobrir a verdade e o que exatamente seria a verdade?

    Eu não acredito que tudo seja relativo, então para mim essa filosofia está errada em algum ponto, pois ela tenta acabar com a verdade.

    TENTA!? Mas não consegue.
    Se tudo é relativo, então essa mesma idéia também pode ser relativa a tal ponto de que algumas coisas sejam verdade.

    hummm
    Então talvez isenção e honestidade existam mas o que interessa mesmo é o que cada um escolhe como sendo isento e honesto.

    No fundo, todas as pessoas mentem.
    Todos são em alguns ou muitos pontos desonestos.
    Todos são tendenciosos: possuem opiniões que se formaram de acordo com a educação e cultura que receberam. E ao manterem coerência com sua educação, de certa forma, parecem honestos… defendem a verdade – aquilo que para eles é verdade.

    E o que isso tem a ver com as mentiras na mídia social?

    DE certa forma em toda tendenciosidade há certa medida de mentira e certa medida de verdade… e nós escolhemos as tendências de mídia que queremos ler, não é mesmo? Ou lemos tendências tão diversas que são contrárias entre si, cada uma perseguind a sua verdade?

    Não escolhemos determinados jornais, blogs, amigos, grupos…?

    As tendências estão aí e nós escolhemos acreditar em todas elas, ou apenas em algumas, aí sim, somente os consumidores seriam honestos, mas nunca isentos. Essa é apenas a minha opinião.

    [como é a primeira vez que escrevo, por favor, considere apenas uma opinião sem o intuito de ser publicada. Um grande abraço. Rahel]

  28. Jorge

    O que custava dar o blog na mao da verdadeira “Fernanda”? Deixava a menina escrever, q ai ficaria mto melhor.

    Ou pra vcs ainda soaria fake?

  29. Acho que muitos de vocês estão com uma visão meio limitada da história. Grande parte disso que vocês chamam de fake são na verdade iniciativas de ficção, histórias legais para os consumidores. São os tais Alternate Reality Games, que tentam misturar a realidade e a ficção. É o caso do Guarana Antárctica, do Audi Art of the Heist, do Lost, do Heroes e de um monte de outros. Talvez seja o caso de Seda Teens também. Por serem tão conservadores, vocês talvez estejam perdendo grande parte do que a internet tem de mais legal a oferecer.

  30. Johnny C: Que saco isso! 🙁 Mas tenha fé, logo logo você recupera tudo! Beijos!

    Drake: Comentários extensos são liberados aqui, não esquenta! 🙂

    Não vejo problemas com usar sua imagem para divulgar produtos, e ser pago por isso. A questão é o que você falou, a ética. Deveria existir ética ao divulgar um produto – infelizmente, hoje isso é só um sonho.

    Rahel: Seja bem vindo, primeiro que nada. Segundo: eu concordo com você – tampouco creio que tudo seja relativo, acredito que algumas coisas são absolutas.

    Mas não se trata de isenção. Se trata de verdade x mentira. Se trata de enganar as pessoas. O que eu quis dizer com “consumidor isento”, quis dizer isento de interesses relacionados com a empresa que é dona do produto em questão. Isento no sentido de “pessoa que tem seus próprios interesses”, os quais não são os interesses da empresa. Vejo que não fui clara, desculpe.

    Jorge: Na minha opinião, aí não seria fake. A questão é que a empresa não se aventuraria a deixar o blog na mão de uma pessoa que não está controlada pelos interesses e determinações dela.

    Claff: Há uma diferença entre ARG e fake. Fake é uma coisa inventada que é apresentada como verdade, ARG é uma coisa inventada que é apresentada como brincadeira.

    Fake é uma mentira deslavada, tentando passar por verdade pura e simples.

  31. Fuçando nos posts antigo daqui do Blosque, descobri esse, que na minha opinião é simplesmente irretocável, perfeito, brilhante e talvez outros adjetivos superlativos mais puxa-sacos 🙂

    Desculpa o baba-ovo MODE ON, mas é que mesmo quatro meses depois de publicado esse post ainda é incrivelmente atual.

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