
Em primeiro lugar, quero parabenizar os criadores do Super Trunfo, das Blogurinhas, dos Tazos, do Deskblog, do mapa e seu verso, e de quaisquer iniciativas semelhantes que eu porventura desconheça ou tenha esquecido. Vou incluir aí Se a blogosfera brasileira fosse uma aldeia de 100 habitantes, do Malvados. Parabéns pela criatividade, pela subjetividade assumida, pela paciência e pelo trabalho.
Essa iniciativas forma batizadas de bloghits pelo Rafa – Considerações sobre os bloghits e a egosfera – e eu adotei o termo. Aproveite e leia o texto, recomendo.
Todas essas idéias são divertidas, criativas. Algumas se inspiraram nas outras, e estou certa de que outras virão por aí. E isso é bom. Entre as coisas que a Efigênia (já tá na hora de colocar esse termo na Wikipédia, vocês não acham?
) mais está precisando, se contam originalidade, criatividade, bom humor.
No entanto, e como era de se esperar, já surgiram críticas e reclamações. Francamente, eu não entendo. Tem tanta coisa que realmente amerita críticas, e pessoal gasta Latim criticando álbum de figurinhas??
O princípio parece ser o seguinte: se faz sucesso, SOY CONTRA. A menos que eu tenha inventado o projeto bem sucedido, é claro. As críticas vão desde o “Pra que serve isso? É inútil!” até “Hunf, a mesma panelinha de sempre”, passando por “Ridículo, isso é estratégia para caçar links.”
Ai meus sais.
Qualquer dia vou colocar um colchão no teto aqui, tal qual o Tio Patinhas costumava ter em seu escritório. Vejamos:
Utilidade: Talvez eu seja meio alienada, mas acredito que nem tudo precisa ser útil nessa vida. A beleza e a cerveja não têm nenhuma utilidade prática, e no entanto são duas coisas muito bem valorizadas em qualquer sociedade.
Panelas, panelinhas e panelões: Objeto culinário transformado em argumento/desculpa multi-uso. Um dos primeiros e melhores textos que eu li no Contraditorium foi A Panela Existe, Mas a Tampa Está Aberta. O artigo tem mais de um ano, mas continua válido.
Caçar links: O novo pecado. Sinto informar, mas “caçar links” ou “link baiting” é uma estratégia completamente válida para alavancar o crescimento de um blog, principalmente se for bem feito.
Uma discussão sobre o assunto foi levantada na Lista Blogosfera: Polêmica: meu umbiguinho e a blogosfera… Segue aqui minha contribuição opiniológica, minimamente editada para adequá-la ao formato de post. A versão original pode ser encontrada no link acima, junto com o resto das mensagens, naturalmente.
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Vocês estão procurando cabelo em ovo. As Blogurinhas e semelhantes, são brincadeiras legais, criativas, divertidas, e só. Só interessam para os blogueiros? E daí? Vão ficar “queimadas” pela repetição ou replicação? E daí? Problema de quem criou os “bloghits”, como estão chamando agora essas iniciativas.
É estratégia para atrair links ou “agradar os listados”? E DAÍ? O pessoal está levando os blogs, e a blogosfera, demasiado à sério. Eu apareci em alguns desses, em outros não, nada disso mudou minha vida, nem o que acho dos meus blogs ou das iniciativas em questão.
A questão de “quem é seu público” e “para quem você escreve” é extremamente válida e relevante, mas não tem absolutamente nada à ver com os bloghits. Se o autor de um blog quer público de fora da blogosfera, vai ter que escrever para esse público – simples assim. Escrever sobre blogs e assuntos relacionados é outra opção – eu mesma o faço – e essa opção tem um público mais restrito. É questão de escolha pessoal, cada um escreve para o público que quiser e pronto.
Pelo amor de Deus, gente, o blog de cada um é problema de cada um. Não adianta querer levar a “blogosfera” por este caminho ou por aquele outro, direcioná-la para um público fora ou dentro dela, padronizar e etc. Nenhum debate, discussão ou campanha vai conseguir fazer isso, porque somos muitos, e somos todos diferentes. Tudo isso é masturbação intelectual, não leva a lugar nenhum.
Porque em vez de reclamar não se criam coisas diferentes? Será que porque não é tão fácil? É fácil falar da “elite”, mas a verdade é que muito poucos membros dessa elite não chegaram lá por esforço e mérito próprio. Fama não cai do céu, respeito tampouco. A gente tem mais é que se espelhar neles, aprender com eles, procurar uma voz própria, escrever algo de relevante (seja para os blogueiros, seja para paraquedistas ou público geral) e tentar chegar lá. E parar de reclamar!
Quem tem razão é o Manoel. Se mais tempo fosse gasto em gerar conteúdo e menos em reclamações, críticas mesquinhas e punhetações do estilo, haveriam mais blogs de “elite”. Eu vou seguir o conselho dele. Aliás, eu tenho evitado me meter em polêmicas, mas não aguento mais ver o povo filosofando sobre a mortalidade do caranguejo blogosférico e criticando tudo o que faz sucesso.
Fui.











Este é daqueles posts difíceis de se comentar. Eu não tenho como incluir uma linha sequer. PERFEITO! Disse tudo. Parabéns!
é..
malvados é a tirinha multimilionária do Dahmer.. eu sou só o maldito
O impressionante foi a qualidade do trabalho do Sampson ao fazer as “blogurinhas”!
As pessoas podem até questionar a finalidade, mas tem que concordar que a execução do trabalho foi nota 1000!
Daqui a pouco alguém vai querer fundar um Conselho Regional, um Sindicato ou uma Ordem dos Blogueiros do Brasil, delegando deveres e funções para um site na internet ser considerado um blog!!!
ué…
pensei que eu havia postado aqui?
Bom, achei esse post ótimo!
havia implementado essa idéia lá no meu blog pessoal (quando ele estava ainda no blogger), como mudei pro WP e o tema, preciso refazer o footer..
e preciso criar coragem para implementar no meu blog de templates.
Enviei essa notícia lá pro rec6, afinal, essa dica merece ser lida!
Abraços!
comentário no post errado…afff!
)
era prá ter comentado no post do footer, por isso não o achei aqui.
Abraços (e desculpe-me
Também acho isso um falatório infantil. As figurinha ficaram show. Serve pra que? Ora, para que servem figurinhas? Para divertir. Olha que eu nem estou lá. Mas e daí? O grande problema é, como você citou, o “umbiguismo” do pessoal.
Aloha Nospheratti!
Novamente o problema de base: motivos.
Por que alguém está escrevendo?
Algumas pessoas são interessantes, outras nem tanto e outras defintivamente não.
Alguns tem o dom, alguns tem talento, alguns tem capacidade e outros resmungam e reclamam.
Para esses o melhor é chorar na cama, que é lugar quentinho.
Se quer ser profissional, evite o lado pessoal, o que não quer dizer que não existe vida pessoal. Alguns se imaginam especiais e reclamam porque as pessoas apenas percebem o lado comum, que compreende uns 99,9% deles.
Valeu e
Aloha!
Nosph.. e eu vou dizer o quê?
Queri que rolasse um filtro no TRETA que impedisse “leitores de cabeçalho” de acessarem o box de comentários.
Em tempos de apedrejamentos à minha pessoa, fico feliz de encontrar outros blogueiros que falam a minha lÃngua.
Beijão!